A mastopexia com prótese é uma cirurgia que reposiciona as mamas, retira o excesso de pele e acrescenta volume por meio de implantes mamários.
Ela pode ser indicada quando existe flacidez associada à perda de volume ou quando a paciente deseja, além de elevar as mamas, aumentar a projeção e o preenchimento do colo.
O planejamento precisa considerar a anatomia, a qualidade da pele, a quantidade de tecido mamário, as proporções do tórax e os objetivos apresentados durante a consulta.
Com o passar dos anos, as mamas podem perder firmeza, sustentação e volume. Essas mudanças também podem acontecer depois da gestação, amamentação, emagrecimento ou oscilações de peso.
A mastopexia com prótese pode ser considerada em situações como:
- Mamas com flacidez e pouco volume;
- Perda de preenchimento depois da gestação ou amamentação;
- Redução do volume após emagrecimento;
- Aréolas posicionadas abaixo do sulco mamário;
- Excesso de pele associado a pouco preenchimento no colo;
- Diferenças de volume ou formato entre as mamas;
- Desejo de reposicionar as mamas e aumentar a projeção.
A indicação depende da avaliação da pele, dos tecidos e da posição das aréolas. Nem toda mama caída precisa de prótese.
A mastopexia reposiciona as mamas e remodela os tecidos existentes. Entretanto, ela não acrescenta volume.
Quando a paciente possui pouco tecido mamário ou deseja aumentar o preenchimento, o implante pode ser associado à cirurgia.
Durante a avaliação, observo:
- Posição das aréolas e dos mamilos;
- Quantidade e qualidade da pele;
- Volume mamário existente;
- Distribuição dos tecidos;
- Largura do tórax;
- Grau de flacidez;
- Presença de assimetrias;
- Preenchimento desejado para o colo.
A partir dessa análise, é possível definir se a indicação é realizar uma mastopexia com prótese ou sem prótese.
O excesso de pele é retirado e o próprio tecido mamário é remodelado para reposicionar as mamas.
Além do reposicionamento, o implante é utilizado para acrescentar volume e projeção.
A prótese pode contribuir para aumentar o preenchimento do polo superior das mamas, região popularmente chamada de colo. Entretanto, ela também acrescenta peso aos tecidos.
Por isso, a escolha não deve ser baseada apenas no desejo de utilizar um implante. É necessário avaliar se a pele possui condições adequadas para sustentar o volume planejado.
A prótese acrescenta volume, mas não corrige todos os graus de flacidez.
Quando existe excesso de pele ou as aréolas estão posicionadas abaixo do sulco mamário, somente o implante pode não reposicionar adequadamente as mamas.
Em alguns casos, uma prótese muito grande pode aumentar ainda mais a tensão sobre a pele. O planejamento precisa equilibrar reposicionamento, volume e capacidade de sustentação dos tecidos.
A escolha do implante envolve mais do que o volume em mililitros.
Também são considerados:
- Largura da base;
- Perfil;
- Projeção;
- Formato;
- Espessura dos tecidos;
- Medidas do tórax;
- Elasticidade da pele;
- Volume mamário existente;
- Quantidade de pele que será retirada.
Duas próteses com o mesmo volume podem apresentar larguras e projeções diferentes.
Por isso, o implante precisa ser compatível com a anatomia, com as proporções corporais e com os limites dos tecidos de cada paciente.
O implante pode ser posicionado acima do músculo peitoral, abaixo dele ou em um plano que combine diferentes tipos de cobertura.
A definição depende da quantidade de tecido mamário, da espessura da pele, do formato do tórax, das características do implante e do planejamento da mastopexia.
O plano não deve ser escolhido de maneira isolada. A prioridade é definir uma técnica compatível com a anatomia e com as necessidades de cada paciente.
Na mastopexia com prótese, o excesso de pele é retirado, os tecidos mamários são remodelados e as aréolas são reposicionadas.
O implante é colocado no plano definido durante o planejamento cirúrgico.
A extensão da cirurgia depende de fatores como:
- Grau de flacidez;
- Quantidade de pele;
- Posição das aréolas;
- Volume mamário existente;
- Presença de assimetrias;
- Tamanho e características do implante.
Em muitas pacientes, o reposicionamento das mamas e a colocação da prótese podem ser realizados na mesma cirurgia.
Em situações específicas, pode ser mais seguro dividir o tratamento em etapas. Essa possibilidade é avaliada individualmente e discutida antes do procedimento.
A mastopexia precisa de incisões para retirar o excesso de pele. Portanto, a cirurgia deixa cicatrizes.
Dependendo do grau de flacidez e da quantidade de pele, elas podem ficar:
- Ao redor da aréola;
- Ao redor da aréola e na vertical até o sulco mamário;
- Ao redor da aréola, na vertical e ao longo do sulco mamário.
A cicatriz passa por diferentes fases de amadurecimento. No início, pode ficar avermelhada ou elevada. Sua evolução depende das características individuais da pele, da genética, dos cuidados pós-operatórios e da resposta do organismo.
O formato da cicatriz é definido pela necessidade de cada mama, e não apenas pela preferência da paciente.
A recuperação envolve controle da dor, movimentação orientada, proteção das incisões e retorno gradual às atividades.
Nos primeiros dias, é comum apresentar inchaço, sensibilidade, sensação de pressão no tórax e limitação para movimentos mais amplos. A paciente recebe orientações sobre medicamentos, curativos, posição para dormir, uso do sutiã e movimentação dos braços.
Movimentos leves e pequenas caminhadas podem ser orientados desde o início. Entretanto, carregar peso, fazer esforço doméstico, dirigir e praticar exercícios deve aguardar a liberação médica.
Atividades leves e trabalhos administrativos podem ser retomados progressivamente, conforme o controle da dor, a mobilidade dos braços e a evolução das incisões.
Musculação, corrida, exercícios de impacto e treinos dos membros superiores permanecem restritos até a avaliação médica. Mesmo quando há pouco desconforto, os tecidos continuam em processo de cicatrização.
Um dos diferenciais do meu acompanhamento é a visita domiciliar realizada no dia seguinte à alta hospitalar.
Nesse encontro, avalio o início da recuperação, confiro os curativos, reviso as medicações e oriento pessoalmente os movimentos e cuidados dos primeiros dias.
A paciente também permanece com suporte por telefone diretamente comigo para esclarecer dúvidas durante o pós-operatório.
Esse acompanhamento permite observar a evolução de perto e ajustar as orientações conforme cada fase da recuperação.
Quando indicado, o sutiã cirúrgico auxilia na sustentação das mamas e no controle do inchaço.
O modelo e o período de uso são definidos conforme o planejamento cirúrgico.
Sutiãs com aro, peças apertadas ou modelos que pressionem as incisões não devem ser utilizados sem autorização.
Durante o pós-operatório, a paciente deve evitar:
- Carregar peso;
- Fazer exercícios sem liberação;
- Fumar;
- Consumir álcool durante o uso de medicamentos;
- Dormir em posição não autorizada;
- Retirar os curativos;
- Utilizar pomadas sem orientação;
- Expor as cicatrizes ao sol;
- Faltar às consultas de retorno.
Também é importante entrar em contato caso ocorram febre, sangramento, secreção, vermelhidão intensa, falta de ar, aumento repentino de uma das mamas ou dor que piore de maneira inesperada.
Nenhuma cirurgia interrompe o envelhecimento ou elimina a ação da gravidade.
A pele continua sujeita a mudanças relacionadas ao tempo, oscilações de peso, gestação, características genéticas e alterações hormonais.
O próprio peso do implante também exerce influência sobre os tecidos. Por isso, a escolha adequada do volume é uma parte importante do planejamento.
A maioria das mulheres conseguem amamentar depois da cirurgia, mas não é possível garantir a preservação da capacidade de amamentação.
A mastopexia envolve a remodelação dos tecidos mamários e o reposicionamento das aréolas. Dependendo da técnica necessária, estruturas relacionadas à produção e à passagem do leite podem ser afetadas.
Pacientes que ainda planejam engravidar devem conversar sobre essa possibilidade durante a consulta.
Como qualquer procedimento cirúrgico, a mastopexia com prótese apresenta riscos.
Entre as possíveis complicações estão:
- Sangramento;
- Infecção;
- Alterações de sensibilidade;
- Assimetria;
- Abertura de pontos;
- Cicatrizes alargadas ou elevadas;
- Alterações na aréola;
- Acúmulo de líquidos;
- Contratura capsular;
- Deslocamento ou rotação do implante;
- Necessidade de uma nova cirurgia.
Os riscos individuais são avaliados durante a consulta. Exames, controle das condições de saúde, interrupção do tabagismo e cumprimento das orientações fazem parte do planejamento.
Para saber se existe indicação de mastopexia com prótese, o primeiro passo é passar por uma avaliação individualizada.
Durante a consulta, avalio a posição das mamas, a qualidade da pele, a quantidade de tecido, as proporções do tórax e as expectativas da paciente.
A partir dessa análise, explico se existe necessidade de utilizar implantes, quais técnicas podem ser consideradas, como ficam as cicatrizes e quais cuidados serão necessários depois da cirurgia.
Mais importante do que escolher previamente o tamanho da prótese é compreender qual planejamento respeita a anatomia, os tecidos e os objetivos de cada mulher.

