Cirurgia plástica mamária

Mastopexia com Prótese: o que é, indicação e recuperação

Reposicionar as mamas, retirar o excesso de pele e acrescentar volume exige um planejamento que respeite a anatomia e os objetivos de cada paciente.

Dr. Francisco Naves · CRM-MG 50125 · RQE 39985
Dr. Francisco Naves durante consulta sobre mastopexia com prótese
Reposicionamento e volume
Planejamento individualizado
Visita domiciliar pós-operatória

A mastopexia com prótese é uma cirurgia que reposiciona as mamas, retira o excesso de pele e acrescenta volume por meio de implantes mamários.

Ela pode ser indicada quando existe flacidez associada à perda de volume ou quando a paciente deseja, além de elevar as mamas, aumentar a projeção e o preenchimento do colo.

O planejamento precisa considerar a anatomia, a qualidade da pele, a quantidade de tecido mamário, as proporções do tórax e os objetivos apresentados durante a consulta.

Quando a mastopexia com prótese é indicada?

Com o passar dos anos, as mamas podem perder firmeza, sustentação e volume. Essas mudanças também podem acontecer depois da gestação, amamentação, emagrecimento ou oscilações de peso.

A mastopexia com prótese pode ser considerada em situações como:

  • Mamas com flacidez e pouco volume;
  • Perda de preenchimento depois da gestação ou amamentação;
  • Redução do volume após emagrecimento;
  • Aréolas posicionadas abaixo do sulco mamário;
  • Excesso de pele associado a pouco preenchimento no colo;
  • Diferenças de volume ou formato entre as mamas;
  • Desejo de reposicionar as mamas e aumentar a projeção.

A indicação depende da avaliação da pele, dos tecidos e da posição das aréolas. Nem toda mama caída precisa de prótese.

Quando a prótese pode ser associada à mastopexia?

A mastopexia reposiciona as mamas e remodela os tecidos existentes. Entretanto, ela não acrescenta volume.

Quando a paciente possui pouco tecido mamário ou deseja aumentar o preenchimento, o implante pode ser associado à cirurgia.

Durante a avaliação, observo:

  • Posição das aréolas e dos mamilos;
  • Quantidade e qualidade da pele;
  • Volume mamário existente;
  • Distribuição dos tecidos;
  • Largura do tórax;
  • Grau de flacidez;
  • Presença de assimetrias;
  • Preenchimento desejado para o colo.

A partir dessa análise, é possível definir se a indicação é realizar uma mastopexia com prótese ou sem prótese.

Qual é a diferença entre mastopexia com e sem prótese?
Sem prótese

O excesso de pele é retirado e o próprio tecido mamário é remodelado para reposicionar as mamas.

Com prótese

Além do reposicionamento, o implante é utilizado para acrescentar volume e projeção.

A prótese pode contribuir para aumentar o preenchimento do polo superior das mamas, região popularmente chamada de colo. Entretanto, ela também acrescenta peso aos tecidos.

Por isso, a escolha não deve ser baseada apenas no desejo de utilizar um implante. É necessário avaliar se a pele possui condições adequadas para sustentar o volume planejado.

Por que apenas colocar a prótese pode não ser suficiente?

A prótese acrescenta volume, mas não corrige todos os graus de flacidez.

Quando existe excesso de pele ou as aréolas estão posicionadas abaixo do sulco mamário, somente o implante pode não reposicionar adequadamente as mamas.

Em alguns casos, uma prótese muito grande pode aumentar ainda mais a tensão sobre a pele. O planejamento precisa equilibrar reposicionamento, volume e capacidade de sustentação dos tecidos.

Como é escolhida a prótese?

A escolha do implante envolve mais do que o volume em mililitros.

Também são considerados:

  • Largura da base;
  • Perfil;
  • Projeção;
  • Formato;
  • Espessura dos tecidos;
  • Medidas do tórax;
  • Elasticidade da pele;
  • Volume mamário existente;
  • Quantidade de pele que será retirada.

Duas próteses com o mesmo volume podem apresentar larguras e projeções diferentes.

Por isso, o implante precisa ser compatível com a anatomia, com as proporções corporais e com os limites dos tecidos de cada paciente.

Onde a prótese pode ser colocada?

O implante pode ser posicionado acima do músculo peitoral, abaixo dele ou em um plano que combine diferentes tipos de cobertura.

A definição depende da quantidade de tecido mamário, da espessura da pele, do formato do tórax, das características do implante e do planejamento da mastopexia.

O plano não deve ser escolhido de maneira isolada. A prioridade é definir uma técnica compatível com a anatomia e com as necessidades de cada paciente.

Como a cirurgia é realizada?

Na mastopexia com prótese, o excesso de pele é retirado, os tecidos mamários são remodelados e as aréolas são reposicionadas.

O implante é colocado no plano definido durante o planejamento cirúrgico.

A extensão da cirurgia depende de fatores como:

  • Grau de flacidez;
  • Quantidade de pele;
  • Posição das aréolas;
  • Volume mamário existente;
  • Presença de assimetrias;
  • Tamanho e características do implante.

Em muitas pacientes, o reposicionamento das mamas e a colocação da prótese podem ser realizados na mesma cirurgia.

Em situações específicas, pode ser mais seguro dividir o tratamento em etapas. Essa possibilidade é avaliada individualmente e discutida antes do procedimento.

Como ficam as cicatrizes?

A mastopexia precisa de incisões para retirar o excesso de pele. Portanto, a cirurgia deixa cicatrizes.

Dependendo do grau de flacidez e da quantidade de pele, elas podem ficar:

  • Ao redor da aréola;
  • Ao redor da aréola e na vertical até o sulco mamário;
  • Ao redor da aréola, na vertical e ao longo do sulco mamário.

A cicatriz passa por diferentes fases de amadurecimento. No início, pode ficar avermelhada ou elevada. Sua evolução depende das características individuais da pele, da genética, dos cuidados pós-operatórios e da resposta do organismo.

O formato da cicatriz é definido pela necessidade de cada mama, e não apenas pela preferência da paciente.

Como é a recuperação da mastopexia com prótese?

A recuperação envolve controle da dor, movimentação orientada, proteção das incisões e retorno gradual às atividades.

Nos primeiros dias, é comum apresentar inchaço, sensibilidade, sensação de pressão no tórax e limitação para movimentos mais amplos. A paciente recebe orientações sobre medicamentos, curativos, posição para dormir, uso do sutiã e movimentação dos braços.

Movimentos leves e pequenas caminhadas podem ser orientados desde o início. Entretanto, carregar peso, fazer esforço doméstico, dirigir e praticar exercícios deve aguardar a liberação médica.

Atividades leves e trabalhos administrativos podem ser retomados progressivamente, conforme o controle da dor, a mobilidade dos braços e a evolução das incisões.

Musculação, corrida, exercícios de impacto e treinos dos membros superiores permanecem restritos até a avaliação médica. Mesmo quando há pouco desconforto, os tecidos continuam em processo de cicatrização.

Visita domiciliar depois da cirurgia

Um dos diferenciais do meu acompanhamento é a visita domiciliar realizada no dia seguinte à alta hospitalar.

Nesse encontro, avalio o início da recuperação, confiro os curativos, reviso as medicações e oriento pessoalmente os movimentos e cuidados dos primeiros dias.

A paciente também permanece com suporte por telefone diretamente comigo para esclarecer dúvidas durante o pós-operatório.

Esse acompanhamento permite observar a evolução de perto e ajustar as orientações conforme cada fase da recuperação.

Uso do sutiã cirúrgico

Quando indicado, o sutiã cirúrgico auxilia na sustentação das mamas e no controle do inchaço.

O modelo e o período de uso são definidos conforme o planejamento cirúrgico.

Sutiãs com aro, peças apertadas ou modelos que pressionem as incisões não devem ser utilizados sem autorização.

Cuidados importantes durante a recuperação

Durante o pós-operatório, a paciente deve evitar:

  • Carregar peso;
  • Fazer exercícios sem liberação;
  • Fumar;
  • Consumir álcool durante o uso de medicamentos;
  • Dormir em posição não autorizada;
  • Retirar os curativos;
  • Utilizar pomadas sem orientação;
  • Expor as cicatrizes ao sol;
  • Faltar às consultas de retorno.

Também é importante entrar em contato caso ocorram febre, sangramento, secreção, vermelhidão intensa, falta de ar, aumento repentino de uma das mamas ou dor que piore de maneira inesperada.

A prótese impede que as mamas voltem a cair?

Nenhuma cirurgia interrompe o envelhecimento ou elimina a ação da gravidade.

A pele continua sujeita a mudanças relacionadas ao tempo, oscilações de peso, gestação, características genéticas e alterações hormonais.

O próprio peso do implante também exerce influência sobre os tecidos. Por isso, a escolha adequada do volume é uma parte importante do planejamento.

É possível amamentar depois da mastopexia com prótese?

A maioria das mulheres conseguem amamentar depois da cirurgia, mas não é possível garantir a preservação da capacidade de amamentação.

A mastopexia envolve a remodelação dos tecidos mamários e o reposicionamento das aréolas. Dependendo da técnica necessária, estruturas relacionadas à produção e à passagem do leite podem ser afetadas.

Pacientes que ainda planejam engravidar devem conversar sobre essa possibilidade durante a consulta.

Quais são os riscos da mastopexia com prótese?

Como qualquer procedimento cirúrgico, a mastopexia com prótese apresenta riscos.

Entre as possíveis complicações estão:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Alterações de sensibilidade;
  • Assimetria;
  • Abertura de pontos;
  • Cicatrizes alargadas ou elevadas;
  • Alterações na aréola;
  • Acúmulo de líquidos;
  • Contratura capsular;
  • Deslocamento ou rotação do implante;
  • Necessidade de uma nova cirurgia.

Os riscos individuais são avaliados durante a consulta. Exames, controle das condições de saúde, interrupção do tabagismo e cumprimento das orientações fazem parte do planejamento.

O primeiro passo é uma avaliação individualizada

Para saber se existe indicação de mastopexia com prótese, o primeiro passo é passar por uma avaliação individualizada.

Durante a consulta, avalio a posição das mamas, a qualidade da pele, a quantidade de tecido, as proporções do tórax e as expectativas da paciente.

A partir dessa análise, explico se existe necessidade de utilizar implantes, quais técnicas podem ser consideradas, como ficam as cicatrizes e quais cuidados serão necessários depois da cirurgia.

Mais importante do que escolher previamente o tamanho da prótese é compreender qual planejamento respeita a anatomia, os tecidos e os objetivos de cada mulher.

Dr. Francisco Naves
Dr. Francisco NavesCirurgião plástico · CRM-MG 50125 · RQE 39985

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